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O que é Cavalaria? Nascem os Blindados!. A Blitzkrieg.
Guerra Fria. Guerra do Golfo.

Se engana quem acredite que foi nos vastos campos da europa, durante a Primeira Guerra Mundial, que pela primeira vez surgiu a idéia do blindado. Sem dúvida, assim como o conhecemos hoje (ou pelo menos próximo disso), o blindado surgiu nos idos de 1917, durante a Grande Guerra, quando os britânicos o empregaram pela primeira vez, para a surpresa e desespero geral dos alemães. Mas suas origens como idéia remonta o início do milênio, quando os mongóis, montados em seus elefantes de batalha (sem dúvida um verdadeiro blindado para a época), imunes as flexas e lanças européias que não conseguiam penetrar a espessa camada de pele daquele animal. Deveria ser sem dúvida aterrador para um cavaleiro europeu ver em vão sua lança ser quebrada pela pele dura do elefante e ficar ali, estupefato, aguardando sua morte sem nada poder fazer. Talvez sensação semelhante tenham sentido os alemães na manhã cinzenta onde, pela primeira vez, as máquinas colossais dos britânicos rodaram pela planície européia, indiferente à saraivada de balas que os alemães vomitavam em vão contra suas paredes blindadas. Mas não iremos muito longe descobrir essas origens dos blindados. O tamanho deste site não permite isso. Vamos ver os principais fatos e suas máquinas que marcaram indelevelmente as páginas do livro que escreve a história dos blindados ao longo desses anos, onde foi finalmente reconhecido como máquina mortal de combate. Para isso, iremos ver:

O que é cavalaria?

Nascem os Blindados!

A Blitzkrieg.

Guerra Fria.

Guerra do Golfo.



O que é cavalaria?

Talvez o caro internauta não entenda a ligação entre cavalaria e blindados. Este breve tópico explicará qual é essa relação. Na verdade, um e outro são a mesma coisa. Apesar de em alguns exércitos haver uma divisão da Arma de Cavalaria e da Arma de Blindados, numa grande parte deles a Cavalaria foi a grande recepiendária dessa nova e importante arma: os Blindados. Com isso, as unidades de cavalaria foram pouco à pouco desmontando de seus valorosos corcéis para montar na poderosa arma de combate deste século: o Carro de Combate. Mas vamos ouvir um pouco mais dessa história.

Desde os tempos mais remotos, o homem persegue a idéia de combater em vantagem de posição, isto é, de uma forma que lhe garanta superioridade em relação ao inimigo. Tal vantagem era obtida montando-se em um elefante, em uma plataforma empurrada ou séculos depois, em um cavalo. O idioma sânscrito chamava essa forma de combater em vantagem de posição de AKVA.

Mais tarde, os romanos passaram a utilizar o cavalo castrado para o combate e o cavalo inteiro para outras tarefas. Ao cavalo de combate, chamavam CABALLUS, corruptela do original AKVA. Ao cavalo inteiro, chamavam EQUUS. Havia pois, a preocupação de associar a designação terminológica do animal ao fim que se destinava. A ação caldeadora do tempo acabou distorcendo a função etimológica daquelas duas palavras, pois no combate, como utilizava-se o animal macho e mais forte, CABALLUS ficou sendo a designação genérica alusiva a todo animal macho, castrado ou não, e EQUUS a palavra do animal fêmea.

Essa distorção, somente os idiomas latinos herdaram. Os idiomas saxônicos mantiveram-se fiéis às definições primitivas. Deste modo, não fazem confusão entre a forma de combate, o combater em VANTAGEM DE POSIÇÃO, em inglês CAVALRY, e o animal cavalo, em inglês HORSE.

CAVALARIA, pois, como é entendida em terminologia militar, designa uma forma de combate e essa forma já utilizou o elefante, o cavalo e hoje em dia utiliza o CARRO DE COMBATE.

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Nascem os Blindados!


Em 1916, a Primeira Grande Guerra havia chegado no impasse. Os aliados de um lado e os alemães do outro se entricheiravam ao longo de centenas de quilômetros sem ninguém avançar nem retroceder. Os limitados ataques que esporadicamente se tentava eram facilmente rechaçado pelas metralhadoras inimigas, seja qual lado fosse que os empreendesse. Tudo isso ao custo de milhares de vidas de jovens que cada vez mais começavam a desacreditar de seus comandantes. Ao final de cada batalha só viam se contar os mortos e simplesmente não haver perspectiva nenhuma de um final de guerra. A descoberta do gás, que foi pela primeira vez empregado em combate pelos alemães na primavera de 1915 na segunda bayalha de Ypres, só fez aumentar o número de baixas de ambos os lados, sem no entanto transformar-se num fator que pendesse a guerra para o lado de qualquer um dos contendores. Os dois comandos oponentes não sabiam mais o que fazer. Foi quando em 15 de setembro 1916, a título experimental, os britânicos resolveram empregar uma arma que já vinha sendo desenvolvida a vários anos, mas que encontrava forte resistência nos militares mais conservadores. Esta arma tinha sido desenvolvida em segredo, e toda a documentação se referia com se fosse apenas um tanque para armazenar água (daí vem a origem do termo tank, que nada mais é uma alusão ao nome do projeto secreto inglês que desenvolveu o primeiro blindado). O tanque foi então empregado numa quantidade reduzida numa área igulamente limitada, para que se pudesse avaliar a eficiência em combate. Sobre os olhares assustados dos próprios ingleses que nunca tinham visto uma máquina assim, os blindados romperam as trincheiras e progediram diante o fogo desesperado dos alemães que cada vez mais se espantavam com o exótico engenho. Naquele dia vários soldados alemães simplesmente abandonaram as trincheiras em debandada geral, diante daquele monstro blindado que cuspia balas para todos os lados. Mas esse primeiro ataque não foi tão coroado de êxito como se poderia imaginar. Na verdade, uma boa parte dos modestos 50 blindados utilizados nessa batalha não atingiram seus objetivos por panes mecâncias ou por atolarem. Além disso, com essa quantidade reduzida de blindados o efeito foi sem dúvida muito mais psicológico do que real. Naquele dia, alguns militares viram no alto índice de problemas mecânicos um motivo para abandonar completamento o projeto. Outros, de mais visão, perceberam naquele fracassado ataque que surgira, naquele exato mometo, uma importante arma de combate. Os de visão mais limitada pagariam pelo seu erro nos primeiros anos da Segunda Grande Guerra, quando os alemães susrpreenderiam o mundo com sua massa de blindados varrendo um a um todos os exércitos do continente europeu. Os de visão, a história não demorou a mostrar que estavam certos, pois o blindado se tornaria, em pouco tempo, na mais importante arma de um exército. Não se pode dizer que a primeira guerra mundial foi vencida pelos blindados (eles estavam nascendo naqueles tempos). Mas ao final dela, já era mais que comprovada a sua importância pelas cifras de fabricação de blindados que só aumentavam (nos últimos anos da guerra, a França já havia encomendado, só do blindado leve Renault FT17 mais de 2500 unidades).

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A Blitzkrieg.

Talvez uma das mais antológicas cenas da história da Guerra tenha sido a heróica mas inútil carga da cavalaria polonesa (que na época não contava com blindados mas CAVALOS!) contra as inexperientes mas BLINDADAS divisões Panzer alemães no estouro da II Guerra Mundial. A atitude romântica e patriótica, que demonstra o elevado valor do povo polonês defendendo a sua pátria com todas suas forças, só serviu para anunciar a todo mundo o fim da era do cavalo no combate convencional, o fim da guerra de trincheiras, e o início da era da guerra do movimento, da guerra dos blindados. A Polônia foi sumariamente varrida pelo exército alemão, partida ao meio e dividida entre os alemães e os russos, esses últimos que haviam tramado um acordo em segredo de partilha daquele país (os russos não tardariam a se arrepender dessa união). Resolvida a frente leste, os alemães voltaram-se para o oeste, e inicaram o processo de varredura do resto da europa continental, com quase que o mesmo ímpeto e a mesma rapidez com que dominaram a Polônia. Um a um, países de históricas tradições de combate foram caindo diante o poderio alemão, até Hitler entrar triunfalmente em Paris, desfilando pelo Arco da Vitória, monumento erigido em homenagem aos grandes feitos militares dos franceses. A linha Maginot, um complexo de fortalezas e trincheiras que, acreditavam os conservadores militares franceses, iria proteger a França de qualquer ataque, foi simplesmente ignorada por Hitler. Mas o que tinham os militares alemães de tão poderoso que destruíam exércitos um a um? Ao contrário do que alguns podem imaginar, não era uma superioridade tecnológica de seus blindados. Os blindados franceses e ingleses daquela época eram bastante superiores ao dos alemães. A superioridade alemã se encontrava na tática de emprego de blindados que as divisões Panzer empregavam: a famosa Blitzkrieg. Essa tática consistia no emprego esmagador de fogos sobre um ponto fraco do inimigo. Após um intenso bombardeiro aéreo, eficiente preparação de fogos de artilharia, uma massa de blindados se concentravam no ponto fraco e rompiam a defesa do inimigo, varrendo as tropas remanescentes em ataques pela retaguarda. Essa tática simplesmente deixou toda Europa estupefata. E a lentidão com que demoraram para aprender a lição custou a vida de milhares de soldados europeus, erroneamente empregados pelos seus comandantes militares. O parque industrial aliado foi o principal vencedor da II Guerra. Foi ele que sustentou, mesmo diante de pesadas derrotas, a máquina bélica aliada ao longo de anos, até o momento que o parque alemão não conseguia mais sustentar a guerra. A lição histórica que a II Grande Guerra nos deixou mudaria o rumo dos exércitos pelo mundo até os dias de hoje. A principal é que devemos sempre procurar aprender com o inimigo, e procurar botar em prática esse aprendizado o mais rápido possível. Talvez se os aliados tivessem concluído da importância do emprego de massas de blindados em menos tempo, milhares de vida fossem poupadas e a guerra teria um fim bem mais breve.

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Guerra Fria.

Após a Segunda Guerra Mundial, o mundo entrou numa nova era. Ao contrário de todo desejo da população mundial, o período não era de paz. O que mudou foi a natureza da guerra. A máquina bélica americana entrou em diversos conflitos regionais em confronto com a máquina bélica russa em disputa da influência local, sem nunca haver um confronto direto. O mundo vivia a tensão nuclear, mas as guerras continuaram a ser decididas com meios convencionais, dentre os quais se destacavam, após as lições aprendidas na II Guerra, o blindado. Mas sem dúvida grande desenvolvimento tático e técnico se desenvolveu nas areias escaldantes do oriente médio. Nascia uma nova Nação: Israel. Junto com essa nova Nação, um sem número de conflitos regionais de natureza político-religiosa iria assolar o povo judeu por longos anos até os dias de hoje. Nessas areias, sobre as situações mais adversas, tática e técnica de emprego de blindados eram constantemente postos à prova. Somente o exército mais habilidoso no emprego desta arma letal poderia vencer. O valoroso exército israelense, forjado na luta diária por seu pedaço sagrado de chão, iria repetidas vezes mostrar ao mundo a eficiência de seus homens e de suas máquinas. Ao contrário do período que compreendeu a II Guerra, durante a Guerra Fria as maiores inovações nos tanques não foram de natureza tática, mas sim tecnológica. Os canhões dos tanques vinham a cada dia se sofisticando mais, tornando-os mais letais e precisos. A noite deixava de ser um empecilho ao combate, pois os sofisticados aparelhos de visão noturna transformavam a noite em dia. Blindados eram projetados para ultrapassarem os rios das maneiras mais diversas. Os mais leves flutuavam como embarcações. Os mais pesados eram projetados para funcionarem como submarinos e podiam submergir a profundidades de até 5m (extremamente adequadas para se transpor a maioria dos rios). Blindagens novas eram desenvolvidas com materias compostos de cerâmicas avançadas e novas ligas que davam proteção quase total ao tiro inimigo. Os parques industriais russo e americano se esforçavam por suprirem seus exércitos e de nações amigas de equimentos cada vez mais sofisticados, numa corrida velada e sem fim. A tecnologia se tornava cada vez mais o fator decisivo da guerra.

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Guerra do Golfo.

A Guerra do Golfo marcou o início da era que vivemos hoje de desenvolvimento de blindados. A computadorização chegou a níveis nunca antes vistos nos equipamentos de guerra. O computador cada vez mais controla as ações que o homem-operador de uma máquina tem de executar. E nos blindados isso reflete em segurança para a tripulação, tiro mais preciso e letal, guerra com praticamente nenhuma baixa (isso para os exércitos que detém a tecnologia). As cenas de "videogame", segundo noticiavam os jornais e as televisões (às vezes parece que a mídia esquece que existem pessoas morrendo numa guerra), deslumbravam a população mundial mostrando o nível tecnológico em que se encontrava os armamentos bélicos. Aviões invisíveis, mísseis inteligentes, satélites espiões, sem dúvida são assuntos mais atraentes de se noticiar do que tanques de guerra cumprindo a sua missão. Talvez a mídia tenha passado a impressão que a guerra se ganhou no ar. Na verdade, a participação aérea, com o aumento da tecnologia, é imprescindível para qualquer combate. Mas quem decidiu a guerra, quem desentrincherou o inimigo de suas tocas, quem quebrou a vontade de combater do povo iraquiano, ainda foram as tropas terrestres, com suas também impressionanets (mas pouco noticiadas), inovações tecnológicas. A computadorização tornou o blindado capaz de atirar à noite com uma precisão inimaginável (os principais confrontos entre aliados e iraquianos transcorreram à noite). Os aliados, liderados pelo exército americano, conseguiram, em tempo recorde, com baixas praticamente zero, vencer o maior combate de blindados desde a II Guerra Mundial. E isso se conseguiu com sofisticados equipamentos manejados por tropas extremamente adestradas. O tanque mostrava mais uma vez ser um fator decisivo no combate, sendo referência de comparativo de forças entre quaisquer exeércitos do mundo.

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cavalaria

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Nascem os Blindados

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A Blitzkrieg

Guerra Fria.