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Geografia

Introdução
Regiões Geográficas
Distribuição da População
Dados de Israel


Introdução

Israel se encontra na encruzilhada da Europa, Ásia e África. Geograficamente, pertence ao continente asiático; sua fronteira ocidental é o Mar Mediterrâneo, limita-se ao norte com o Líbano e a Síria, a leste com a Jordânia e ao sul com o Mar Vermelho e o Egito. Sua forma é comprida e estreita: tem 450 km de comprimento e cerca de 135 km no seu ponto mais largo. A área total dentro das fronteiras e linhas de cessar-fogo é de 21.946 km2.

Regiões Geográficas

Zonas Áridas 45%
Planícies e Vales 25%
Montanhas 16%
Vale da Fenda 9%
Faixa Costeira 5%

Distribuição da População

cidades 91,1%
aldeias 3,7%
aldeias agrícolas 3,1%
kibutz 2,1%

© 1999-00 Consulado Geral de Israel no Rio de Janeiro
Esta página foi atualizada em 06/01/2000.

Festividades Judaicas

As festividades judaicas, que se originaram na antigüidade, são intensamente guardadas em Israel, e de várias maneiras. Elas se expressam por costumes e práticas, tradicionais e não tradicionais, deixando sua marca em muitos aspectos da vida nacional. Os dias santos judaicos servem de marcos através dos quais os israelenses registram a passagem do ano. Eles são realmente uma parte da vida quotidiana: nas ruas, nas escolas, sinagogas e lares por todo o país. (Datas dos feriados encontram-se no Calendário Judaico.)

O Shabat (sábado), dia semanal de descanso, se caracteriza em Israel por ser um dia passado com a família e os amigos. O transporte público não funciona. O comércio está fechado, os serviços essenciais funcionam com um mínimo de pessoal, e o maior número possível de soldados recebe folga. A maioria dos habitantes do país, constituída de não-observantes, aproveita o dia de folga para se divertir nas praias, lugares de entretenimento, ou fazendo excursões ao ar livre. Os religiosos devotam muitas horas as refeições familiares festivas e aos serviços na sinagoga: eles se abstêem de viajar, de fazer qualquer trabalho ou de usar aparelhos elétricos.

O Rosh Hashaná marca o início do ano novo judaico. Sua origem é bíblica (levítico 23:23-25): "descanso solene, memorial de toque de shofar, convocação de santidade". A expressão Rosh Hashaná, "começo do ano", é rabínica, como o são os temas inerentes a esta festividade: arrependimento, preparação para o dia do julgamento divino e oração por um ano frutífero. A festa, de dois dias de duração, cai nos dois primeiros dias do mês de Tishrei do calendário judaico, que coincide geralmente com o mês de setembro no calendário gregoriano, e seu início é no anoitecer do dia anterior, conforme ocorre com todos os feriados judaicos. Entre os principais costumes do Rosh Hashaná incluem-se o toque do shofar (chifre de bezerro), durante o serviço mais prolongado, que focaliza os temas do dia santo, e refeições festivas nos lares, em homenagem ao novo ano. À liturgia se acrescentam orações de arrependimento.

Em muitos aspectos da vida civil, o ano em Israel se inicia em Rosh Hashaná. A correspondência governamental, os jornais e as maioria das transmissões radiofônicas, para citar apenas três exemplos, ostentam em primeiro lugar a "data judaica". As felicitações pelo ano novo são transmitidas de modo geral em Rosh Hashaná, e não no final de dezembro.

O Yom Kipur oito dias depois de Rosh Hashaná, é o dia da expiação, do julgamento divino e de "aflição da alma" (Levítico 23:27), para que o indivíduo se limpe de seus pecados. É o único dia de jejum determinado pela Bíblia, e é um documento reservado para passar em revista as próprias más ações e meditar sobre as faltas concedidas. O judeu deve, neste dia, orar e pedir perdão pelos pecados que cometeu contra Deus: deve corrigir também as más ações cometidas contra seus semelhantes. Os principais preceitos de Yom Kipur longos serviços religiosos e um jejum de 25 horas são observados até mesmo por muitas pessoas cujo modo de vida é secular. O nível de solenidade pública no Yom Kipur supera o de qualquer outro dia santo, inclusive Rosh Hashaná. O país para completamente durante 25 horas; todo o comércio e locais de diversão estão fechados; não há transmissões de rádio e TV - nem mesmo de noticiários; o transporte público não funciona, e as ruas e estradas estão quase desertas de veículos. À solenidade da celebração acrescentam-se em Israel as recordações da guerra de 1973, quando o Egito e a Síria lançaram um ataque surpresa contra Israel no Yom Kipur.

Cinco dias depois inicia-se Sucot, descrita na Bíblia (levítico 23:34) como "Festa das Cabanas (Tabernáculos)". Sucot era uma das três festividades celebradas, até o ano 70 E.C., por peregrinação em massa ao Templo de Jerusalém, e por isso chamadas "as festividades de peregrinação". Em Sucot os judeus comemoram o Êxodo do Egito (aprox. séc. XIII a. E.C.) e rendem graças pela colheita abundante. Em alguns kibutzim Sucot é celebrada como Chag Haassif (festa da colheita), cujos temas são a segunda colheita de cereais e das frutas do outono, o início do ano agrícola e as primeiras chuvas.

Nos cinco dias entre Yom Kipur e Sucot, em dezenas de milhares de lares e estabelecimentos comericias são erguidas sucot - cabanas temporárias, semelhantes às cabanas nas quais os israelitas viviam no deserto, após o Êxodo do Egito - compram-se as espécies necessárias ao rito especial da prece festiva: a palma (folha de palmeira), o cidrão, ramos de murta de galhos de salgueiro. Em todo o país, vêem-se sucot, até mesmo em estacionamentos, nos telhados das casas, gramados e lugares públicos. Elas estão presentes em todas as bases militares. Alguns israelenses passam literalmente os sete dias da festividade vivendo em suas sucot.

Em Israel, apenas o primeiro dia é "santo" dentre os dias de Sucot (isto também acontece nas outras duas festividades de peregrinação, Pessach e Shavuot). As comunidades da Diáspora observam dois dias santos, costumes originado da antigüidade, quando o cálculo da data exata era feito no templo e seu resultado anunciado à Diáspora, através de um sistema de aviso constituído de sinais de fogo e mensageiros.

Após o dia santo, a festividade de Sucot (e de Pessach) prossegue com nível menor de santidade, de acordo com o ordenado pela Torá (Levítico 23:36). Durante esta semana intermediária - meio festiva, meio comum - as escolas e várias repartições não funcionam; outros estabelecimentos encurtam suas horas de trabalho. A maior parte dos israelenses não religiosos passam os dias intermediários de Sucot e de Pessach em locais de recreação em todo o país.

A semana intermediária e as festividade em geral terminam em Shmini Atzeret: "no oitavo dia, haverá santa convocação para vós"(Levítico 23:36), que coincide com Simchat Torá. As celebrações de Shmini Atzeret/Simchat Torá se focalizam na Torá - O Pentateuco de Moisés - e se caracterizam por danças em público, a multidão empunhando os rolos da Torá, e pela recitação dos capítulos final e inicial da Torá, renovando-se assim o ciclo anual de leitura da Torá. Após o escurecer, muitas comunidades promovem a continuação das festividades, geralmente ao ar livre, sem sofrer as limitações das restrições rituais que se aplicam ao dia santo propriamente dito.

O Halel, uma coletânea de bênçãos e salmos, é recitado no início de cada mês lunar, nas três festividades de peregrinação e em ocasiões de ação-de-graças públicas.

Hanuká, que se inicia em 25 de Kislev (de modo geral, dezembro) comemora o triunfo dos judeus, sob a liderança dos Macabeus, contra os dominadores gregos (164 a . E.C.); a vitória militar da pequena nação judaica contra a Grécia poderosa e a vitória espiritual da fé judaica contra a cultura helenista. A santidade da festa deriva deste aspecto espiritual da vitória, e do milagre "do vaso de óleo", quando uma pequena quantidade de óleo de oliva consagrado, que bastava para manter o candelabro do templo aceso apenas por um dia, durou oito dias, o tempo necessário para o Templo fosse rededicado.

Hanuká é celebrada em Israel, assim como na Diáspora, durante oito dias. O principal aspecto da festa é a cerimônia de acender as velas toda noite - uma na primeira noite, duas na segunda, etc. - para recordar o milagre no Templo. A mensagem de Hanuká em Israel focaliza intensamente o tema da restauração da soberania; também os costumes praticados na Diáspora, como dar presentes e brincar com o sevivon (pião) são bastante comuns. Os lados do pião são decorados com as iniciais hebraicas da frase "Um grande milagre ocorreu aqui" (piões israelenses); na Diáspora, os piões trazem as iniciais de "Um grande milagre ocorreu lá". Em Israel, as escolas estão de férias durante a festa, mas os locais de trabalho funcionam regularmente.

Tu Bishvat, o décimo quinto dia de Shvat (janeiro-fevereiro), citado nas fontes rabínicas como o ano novo para o dízimo e a data de referência quanto ao ano sabático para as frutas das árvores, quase não tem expressão ritual. A festa adquiriu hoje conotação secular, sendo um dia em que são plantadas árvores, sobretudo pelos alunos das escola, contribuindo assim ao intenso reflorestamento do país, supervisionado pelo Keren Kayemet Leisrael (Fundo Nacional Judaico) e pelas autoridades locais. Durante o mês de Shvat, inicia-se a floração das árvores frutíferas, a primeira das quais é a amendoeira, embora o inverno ainda não tenha terminado.

Purim, outra festividade originada na época rabínica, é comemorada em 14 de Adar (15 de Adar nas cidades antigas muradas); ela recorda o salvamento da comunidade judaica do Império Persa, ameaçada de destruição na época de Amaxerxes, conforme o relato do Livro de Esther. Ao contrário da solenidade das outras festas religiosas judaicas, esta festividade se caracteriza por boa dose de jovialidade. As escolas estão fechadas, abundam as festas públicas, nos jornais aparecem notícias-embuste (como costuma ocorrer no 1º de abril); as crianças (e muitos adultos) se fantasiam e o Livro de Esther lido festivamente (quando o nome de Haman, o traiçoeiro, é pronunciado, a assistência o cobre com o barulho dos chocalhos). Os judeus ortodoxos admitem uma carta embriaguez, dentro dos limites, e cumprem uma série de deveres explícitos: donativos, leitura vesperina e matutina do Livro de Esther, troca de quitutes e um banquete completo.

Na primavera, em 15 de Nissan, festeja-se Pessach (a Páscoa judaica), que comemora o Êxodo (aprox. séc. XIII a.E.C.) e a libertação da escravidão. A liberdade é o tema dominante de Pessach. Os preparativos para a festa se iniciam bem antes da data, quando as famílias e os estabelecimentos comerciais se dedicam à limpeza do chametz - fermento e todo alimento que o contenha - conforme prescrito pela Torá (Êxodo 12:15-20). A véspera da festa é devotada às práticas preparatórias, que incluem a queima cerimonial dos alimentos proibidos. À noite, é realizado o seder que inclui a leitura da Hagadá, a narração elaborada da escravidão e do Êxodo do Egito. Nesta refeição festiva, a família se reúne para comer os alimentos tradicionais, particularmente a matzá - pão sem levedura. As observâncias do dia seguinte são semelhantes às das outras festividades de peregrinação.

Pessach é provavelmente a festa mais observada em Israel, depois de Yom Kipur, mesmo pelos não religiosos. Além disso, existe uma forma secular da festa, baseada em suas conotações agrícolas e praticadas em alguns kibutzim, inclui a festa da primavera, da liberdade, e da colheita dos primeiros grãos maduros.

Pessach também é seguido por uma semana "intermediária" - cinco dias meio-santos, meio-comuns, dedicados a preces mais longas e ao lazer, e conclui com um dia santo final.

Menos de uma semana após a festa de Pessach, o Yom Hashoá Vehagevurá (Dia da Recordação dos Mártires e Heróis do Holocausto) é marcado por cerimônias públicas. Nesta data o povo de Israel honra a memória dos seis milhões de mártires judeus assassinados pelos nazistas durante o Holocausto. Neste dia, as sirenes de alarme soam às 10 horas da manhã, e toda a nação observa dois minutos de silêncio, sob o lema de "lembrar e recordar - jamais esquecer".

O Yom Hazikarón (Dia da recordação dos Caídos nas Guerras de Israel), que cai uma semana depois, é um dia dedicado à lembrança de todos aqueles que pereceram nas lutas pelo estabelecimento do Estado de Israel e por sua defesa. Às 20 horas da véspera e às 11 horas deste dia são observdos dois minutos de silêncio, juntamente com o toque das sirenes, dando a todo o povo a oportunidade de lembrar sua dívida e expressar a eterna gratidão aos filhos e filhas que deram suas vidas pela independência e continuação da existência do Estado de Israel.

No dia seguinte (5 de Iyar) é o Yom Haatzmaut (Dia da Independência), o aniversário da Proclamação do Estabelecimento do Estado de Israel, em 14 de maio de 1948. Esta é uma celebração nova; muitos cidadãos israelenses participaram ativa e pessoalmente dos acontecimentos que levaram à criação do novo Estado e testemunharam as enormes mudanças ocorridas no país desde 1948.

Após o cair da noite, na véspera do Yom Haatzmaut, as prefeituras costumam promover celebrações públicas, com música popular, e a população, sobretudo crianças e jovens, vai ao centro da cidade para participar do espírito festivo.

No dia do Yom Haatzmaut multidões saem a passear pelo país, visitando os locais onde ocorreram as batalhas da Guerra da Independência e os monumentos em memórias aos soldados caídos. Em geral, passam o dia ao ar-livre, em piqueniques e churrascos.

Neste dia realiza-se a cerimônia de entrega do Prêmio Israel aos laureados nos campos literário, artístico e científico, assim como o Certame Bíblico Internacional da Juventude Judaica. Bases militares estão abertas à visitação pública e realizam-se exibições da Força Aérea e da Marinha.

Lag BaOmer (18 de Iyar), o trigésimo terceiro dia na contagem das semanas entre Pessach e Shavuot, tornou-se uma celebração infantil, caracterizada por fogueiras, em comemoração a eventos ocorridos durante a revolta de Bar-Kochbá contra os romanos (132-135 E.C.).

O Yom Yerushalayim (Dia de Jerusalém) é celebrado em 28 de Iyar, cerca de uma semana antes de Shavuot, e marca a reunificação de Jerusalém, capital de Israel, em 1967, depois de 19 anos nos quais a cidade esteve dividida por muralhas de concreto e cercas de arame farpado. Neste dia recordamos que Jerusalém é "o foco da história judaica, símbolo da glória passada, das realizações espirituais e do renascimento moderno".

Shavuot, a terceira festa de peregrinação, cai sete semanas depois de Pessach, no final da colheita da cevada e início da colheita do trigo. A Torá (Levítico 23:21) a descreve como o festival das 'semanas' (em hebraico, Shavuot), contadas a partir de Pessach, e como a ocasião em que são oferecidas aos sacerdotes do templo as primícias de frutas e cereais. Sua definição adicional - o aniversário da entrega da Torá no Monte Sinai - é de origem rabínica. Shavuot é observada pelos ortodoxos com maratonas de estudo religioso e, em Jerusalém, por uma concentração maciça de fiéis no Muro Ocidental. Nos kibutzim, ela marca o clímax da colheita de cereais e o amadurecimento das primeiras frutas, inclusive das sete espécies mencionadas pela Bíblia (trigo, cevada, uva, figo, romã, azeitona e tâmara).

O longo verão até Rosh Hashaná é interrompido por Tishá BeAv (o nono dia de Av, que ocorre em julho ou princípio de agosto), a data da destruição do primeiro e do segundo Templo. Neste dia são observados ritos de privação e, semelhantemente ao Yom Kipur, de "aflição da alma", inclusive um jejum completo por um dia.

Ademais, as comunidades étnicas observam ritos e celebrações especiais. Entre estes citam-se a Mimuna, característica dos judeus do Marrocos, no sai seguinte à festa de Pessach, celebrando a renovação da natureza e suas bênçãos; e a Saharana, dos judeus do Curdistão, após Sucot, que era o feriado nacional judaico naquele país. Outro evento é o dia de Sigd dos judeus da Etiópia, que cai em meados de novembro, celebração iniciada na Etiópia, expressando a saudade de Sion, e que continua hoje em Israel como manifestação de gratidão.

Assim, com sua população diversificada e a multiplicidade de estilos de vida e atitudes, Israel celebra cada ano o ciclo de festividades e observâncias judaicas, ressaltando o fato do país ser um estado judeu, centro do judaísmo mundial.

Veja também o calendário judaico para este e o próximo ano.

© 2000 Consulado Geral de Israel no Rio de Janeiro
Esta página foi atualizada em 28/12/2000.

Calendário

Calendário judaico para os anos 5760 (1999/2000) e 5761 (2000/2001).
Dias em vermelho - feriados nacionais de Israel.
Os feriados judaicos começam no pôr do sol do dia anterior.
* - feriados comemorados na Diáspora também no dia seguinte.

Feriado Tradução Data
Hebraica 5760
1999/2000 5761
2000/2001
Rosh Hashaná Ano Novo 1-2 Tishri 11-12/09/99 30/09-01/10/00
Tzom Guedália Jejum de Guedália 3 Tishri 13/09/99 02/10/00
Yom Kipur Dia do Perdão 10 Tishri 20/09/99 09/10/00
Sucot * Tabernáculos 15 Tishri 25/09/99 14/10/00
Sucot (dias intermediários) Tabernáculos 16-21 Tishri 26/09-01/10/99 15-20/10/00
Shmini Atzeret
e Simchat Torá * Convocação do oitavo dia e Alegria da Torá 22 Tishri 02/10/99 21/10/00
Hanuká Festa das Luzes 25 Kislev-2
ou 3 Tevet 04-11/12/99 22-29/12/00
Assará Betevet Jejum de 10 de Tevet 10 Tevet 19/12/99 05/01/01
Tu Bishvat Ano novo das árvores 15 Shevat 22/01/00 08/02/01
Taanit Esther Jejum de Esther 13 Adar 20/03/00 08/03/01
Purim Lotes 14 Adar 21/03/00 09/03/01
Shushan Purim Purim de Shushan 15 Adar 22/03/00 10/03/01
Pessach * Páscoa judaica 15 Nissan 20/04/00 08/04/01
Pesscah (dias intermediários) Páscoa judaica 16-20
Nissan 21-25/04/00 09-13/04/01
Pessach * (7o dia) Páscoa judaica 21 Nissan 26/04/00 14/04/01
Yom Hashoá Vehagevurá Dia da Recordação dos Mártires e Heróis do Holocausto 27 Nissan 02/05/00 20/04/01
Yom Hazikarón Dia da recordação dos Caídos nas Guerras de Israel 4 Iyar 09/05/00 ** 25/04/01
Yom Haatzmaut Dia da Independência 5 Iyar 10/05/00 ** 26/04/01
Lag BaOmer Dia 33 do Omer 18 Iyar 23/05/00 11/05/01
Yom Yerushalayim Dia de Jerusalém 28 Iyar 02/06/00 21/05/01
Shavuot * Pentecostes 6 Sivan 09/06/00 28/05/01
Shiva Assar Be-Tamuz Jejun de Dezesete de Tamuz 17 Tamuz 20/07/00 08/07/01
Tishá Be-Av Jejun de Nove de Av 9 Av 10/08/00 29/07/01
** Antecipado para não cair no Sábado

© 1999-00 Consulado Geral de Israel no Rio de Janeiro
Esta página foi atualizada em 23/03/2000.

Sociedade

O Povo
Kibutz


O Povo

população: 6,040 milhões
judeus: 4,785 milhões (79,2%)
não judeus: 1,254 milhões (20,8%)
mortalidade infantil (para
cada 1000 nascidos vivos): 5,8
população escolar: 1,67 milhões
população com 13 anos
de escolaridade ou mais: 31%
expectativa de vida de homens: 75,9 anos
expectativa de vida de mulheres: 80,5 anos


© 1999-00 Consulado Geral de Israel no Rio de Janeiro
Esta página foi atualizada em 06/01/2000.

Kibutz
a realização de um sonho

O kibutz ( palavra hebraica que significa "estabelecimento coletivo") é uma comunidade rural singular; uma sociedade dedicada ao auxílio mútuo e à justiça social; um sistema sócio-econômico baseado no princípio da propriedade comunal, igualdade e cooperação na produção, no consumo e na educação; o cumprimento do princípio "cada um dá de acordo com sua capacidade e recebe de acordo com sua necessidade"; o lar para aqueles que assim o escolheram.

A realização de um sonho
Os primeiros kibutzim foram fundados por jovens judeus pioneiros, em sua maioria oriundos da Europa Oriental, cerca de 40 anos antes do estabelecimento do Estado de Israel. Eles vieram não só reivindicar o solo de seu antigo lar nacional, como também criar uma nova forma de vida. A tarefa a que se propuseram não era fácil: o ambiente hostil, a inexperiência em trabalho físico, a terra desolada, abandonada há séculos, fundos escassos - foram apenas algumas das dificuldades encontradas.
Vencendo obstáculos, eles conseguiram criar prósperas comunidades que desempenharam papel dominante no estabelecimento e desenvolvimento do Estado de Israel.
Existem hoje em dia, 267 kibutzim espalhados por todo o país, com uma população de cerca de 500 a 600 pessoas, totalizando 140.000, cerca de 2.2% da população de Israel. Todo os kibutzim são filiados a um dos três movimentos nacionais kibutznianos, cada um dos quais, com uma ideologia particular.

A integração

Área habitacional entre jardins floridos as casas dos kibutzniks (moradores)
casas das crianças, uma para cada grupo de idade
estabelecimentos culturais e recreacionais
prédios de serviços comunais (refeitório, cozinha, lavanderias)

Área de trabalho campos agrícolas, pomares, lagos para criações de peixes
galpões de gado leiteiro e modernos galinheiros
Instalações industriais

Meio de transporte dentro do kibutz Trator, bicicletas ou ainda carrinhos elétricos


Democracia em ação
Funcionando como uma democracia direta, as decisões são tomadas através de assembléias gerais de todos os membros que formula a política, elege os diretores, autoriza o orçamento e aprova novos membros. Os assuntos diários do kibutz são conduzidos por comissões eleitas que cuidam de diferentes aspectos, como educação, habitação, finanças, produção, planejamento e cultura.

Gente da cidade se transformando em agricultores
Para seus fundadores, o amor ao solo de seu milenar lar nacional e a transformação de citadinos em agricultores era uma questão de ideologia, não apenas de ganha-pão. Com o correr dos anos, os agricultores dos kibutzim conseguiram que a terra árida vicejasse, com campos de cultura e pomares, criaram aves, gado, peixes e mais recentemente, desenvolveram a agricultura orgânica, que vem se tornando um dos suportes de sua economia.

Trabalho - Valor Supremo
O trabalho possui um valor intrínseco no kibutz. A noção de dignidade do trabalho eleva a tarefa mais trivial; e nenhum status, material ou de qualquer outra natureza, é concedido pelo desempenho de qualquer tarefa.
Os membros são designados para suas ocupações por períodos variáveis e as tarefas de rotina, como cozinha e refeitório, são executadas rotativamente. Um coordenador econômico é responsável pela organização do trabalho em seus diversos ramos, pelo implemento da produção e planos de investimento.
As mulheres participam do esforço de trabalho em termos de igualdade, e todas as funções do kibutz lhes são abertas. Entretanto, em contraste com as mulheres dos kibutzim, há duas gerações atrás, que procuravam provar seu valor fazendo "tarefas de homem", a maioria atualmente, evita empregar-se na agricultura e indústria, preferindo as funções nos campos da educação, saúde e prestação de serviços. Os membros idosos recebem tarefas adequadas a sua saúde e força.
Alguns membros do kibutz trabalham fora e seus salários são revertidos para o kibutz.

As crianças crescem juntas compartilhando experiências
Ao contrário dos velhos tempos, quando as crianças viviam em casas comunais, hoje em dia, na maioria dos kibutzim, os filhos dormem em casa com seus pais, até a idade do 2º grau escolar. No entanto, durante a maior parte do dia, encontram-se com seus companheiros de idade, em instalações especialmente adaptadas para seu grupo etário. Ao mesmo tempo, os pais tomam cada vez mais, parte nas atividades dos filhos, e a unidade familiar vem crescendo em importância. Paradoxalmente, as netas das mulheres que há 75 anos atrás insistiam em ser liberadas das tarefas domésticas, são hoje as líderes do movimento por um envolvimento maior dos pais na educação dos filhos e pela concessão à mulher de um maior número de horas em casa, com suas famílias.

Desafios do futuro
O kibutz hoje, é uma criação de três gerações. Os fundadores, motivados por fortes convicções e nítida ideologia, criaram uma sociedade dotada de um modo de vida singular. Seus filhos nasceram dentro da estrutura do kibutz, trabalharam arduamente para consolidar sua base econômica, social e administrativa. A atual sociedade próspera e estável, emprega seu talento enfrentando os desafios da vida moderna na era tecnológica. Enquanto o kibutz mantiver sua natureza democrática e o espírito de voluntariado, responsabilidade mútua e idealismo continuar presente em seus membros, este extraordinário movimento social continuará a encontrar os recursos criativos para enfrentar as demandas do futuro.

Para mais informações sobre o Kibutz clique aqui

© 1999-00 Consulado Geral de Israel no Rio de Janeiro
Esta página foi atualizada em 24/10/2000.